Procura o que te faz feliz

Para além da nossa vocação e realização profissional, da satisfação de sermos mães (as meninas que já o são) e de mais uma lista infindável de coisas em que as mulheres se esforçam por dar o seu máximo, há sempre algo que nos dá relamente prazer, que nos faz imensamente felizes e que em muitos casos nasceu conosco.

No meu caso é a dança. Com cinco anos comecei a ter aulas de ballet. Adorava! Passado talvez dois anos a professora disse à minha mãe que eu nunca poderia vir a ser uma bailarina porque tinha a coluna torta e deixei de fazer aulas. Contudo, tive a sorte de a minha mãe me levar com frequência ao São Carlos para ver o Lago dos Cisnes, o Quebra Nozes, a Bela Adormecida. Tinha um disco em casa com os bailados Tchaikovsky que tocava vezes sem conta no gira-discos dos meus avós. Continuei sempre a ir ao ballet em adulta. Ia com frequência ver a Companhia Nacional de Bailado no Teatro Camões. Há quase dois anos que não vou.

Já que não podia ser uma bailarina clássica, encontrei em 2002 um forma de trazer a dança para a minha vida e assim deixar de ser uma mera espectadora. Descobri o Tango Argentino. Era difícil mas não desisti. Apaixonei-me. Fazia aulas, workshops, ia às milongas (bailes de tango). Andava sempre com os meus sapatos de dança na mala do carro. Segundo opiniões diversas não dançava nada mal. Dançar transportava-me a outro universo, fazia-me esquecer de tudo o que me preocupava, fazia-me tão feliz.

Em 2004 decidi experimentar as danças africanas. Eram tão contagiantes os ritmos do semba, do funáná e da kizomba. Durante alguns anos vivi momentos muito felizes: nas aulas, com as pessoas que conheci, nas festas com ambiente salutar para os alunos das escolas praticarem. Vivi momentos inesquecíveis. Estes ritmos eram mais alegres, o tango era mais sério. Mesmo depois do meu primeiro filho nascer em 2008 continuei a dançar de vez em quando. Entretanto a vida tornou-se mais pesada por uma série de motivos e eu deixei de dançar.

Não danço há 6 anos. Ontem tive a oportunidade de dançar um pouquinho (não mais de três músicas) em casa de um familiar e isso despertou um mim algo que estava adormecido. Faz bem ao corpo e à alma. Dançar faz-me mesmo feliz e tenho de voltar a fazê-lo! Vou procurar uma forma de o fazer nem que seja de vez em quando.

Se já descobriste o que te faz realmente feliz não te esqueças de o incluir na tua vida. Não deixes o stress e o ritmo frenético do dia a dia tomar conta de ti. São esses momentos felizes que nos fazem aguentar outros menos bons. Seja o ginásio ou trabalhos manuais ou como no meu caso a dança, faz isso por ti. Sê feliz.

 

 

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